
A Expressão da Natureza na Obra de Paul Cézanne
Texto de Marcelo Duprat (Mestre em historia de crítica da Arte -professor e coordenador do curso de pintura da EBA – UFRJ). Publicado em 1998 pela Editora Sette Letras, Rio de Janeiro.
Comentário crítico de Ferreira Gullar:
Li com muito interesse o estudo de Marcelo Duprat “A expressão da natureza na obra de Paul Cézanne”.
Trata-se de uma reflexão que busca apreender aspectos fundamentais da experiência realizada por aquele artista, um dos fundadores da linguagem moderna da pintura. Essa reflexão é feita com lucidez e competência, demonstrando perfeito domínio das complexas questões nela implicadas. O autor não se furta a abordar os aspectos mais difíceis da experiência cézanneana mas, pelo contrário, os examina, os esmiúça e os torna mais acessíveis à nossa compreensão. Isso só se faz possível porque ele parte de uma compreensão cabal do fenômeno artístico em suas manifestações mais legítimas.
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“Esboço de uma teoria das cores”
Paul Klee – Tradução e ilustraçao de M. Duprat – PDF – 44 KB – Tecle AQUI
As três cruzes – a forma, o conteúdo plástico e o semântico.

Resumo
O estudo da relação entre a composição da forma e o conteúdo, segue sendo fundamental para o desenvolvimento do pensamento visual nas artes. Os conceitos de ideia plástica e conteúdo formal, derivados deste estudo, têm um significado bastante preciso para os artistas, mas permanecem obscuros para a grande maioria dos observadores, que normalmente associam o conteúdo de uma obra somente ao tema e a representação.
A análise que desenvolveremos da gravura de Rembrandt, intitulada “As três Cruzes”, oferece um excelente estudo desta relação, pois através dela podemos indicar com clareza e objetividade como o conteúdo plástico e abstrato das obras de arte, ou seja, os conteúdos que emanam da própria forma, dialogam com os conteúdos semânticos ou narrativos, estes sim ligados ao tema da obras e a seus significados.
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